Comer insetos faz bem à saúde?

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Não é mais tão incomum ouvirmos falar sobre iguarias feitas com insetos. Assim, larvas e até baratas podem chegar aos nossos pratos em breve. Quem sabe um dia não poderemos encarar estes insetos da mesma maneira como olhamos para o arroz e o feijão de todos os dias?

Aí vão sete dicas para que você repensar o seu cardápio:

Primeira: Não sentir nojo.

Tarefa meio complicada. No entanto, a criação de insetos, além de ser mais econômica, tem maior valor nutritivo do que outras carnes. Mas, devido aos nossos costumes, é fato que temos certas dificuldades em digerir tais comidas: como seria, por exemplo, mastigar uma larva? Sentir sua textura e o jeito que ela explode dentro da sua boca? No mínimo, seria diferente. Mas o nosso nojo pode ser “domesticado”. Em vários países do mundo as pessoas são capazes de comer insetos. Aqui mesmo no Brasil, os nossos índios adoram comer formigas.

Segunda: Insetos são limpos (em sua maioria)

Se eles cresceram protegidos da sujeira, comendo ração e criadouros apropriados, nenhum animal é sujo por natureza. “Tudo depende do jeito que você cria. Porcos, por exemplo, podem crescer em granjas ou em lixões”, explica o criador Gilberto Schickler. Sua empresa, que fica em Minas Gerais, tem planos de produzir insetos para consumo humano e planejam abrir um restaurante na região para divulgar os pratos feitos com insetos.

Terceira: Insetos estão repletos de energia

Eles são ricos em proteínas! Costumam ter este nutriente muito mais que outros bichos. Vamos comparar: a carne tem boi tem apenas 28% de proteína. Já as moscas e os mosquitos têm quase 59%, ou seja, mais que o dobro.
“Eles também são ricos em vitaminas, principalmente a B, e minerais, como ferro e cálcio”, relata Marcel Dicke, professor de entomologia da Universidade de Wageningen, na Holanda.

Quarta: Nem sempre eles são nojentos

Já existem farinhas feitas a partir de larvas, baratas e outros insetos. O bicho é esquentado, triturado e transformado em pó antes de ser misturado à massa. Desta maneira, os nutrientes do inseto ficam escondidos no alimento. Ou seja, o nojo causado pela aparência é evitado por um simples triturador.

A importância desta farinha é tanta que a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação defende que ela seja usada para reforçar a comida distribuída a povos que sofrem a escassez de comida em vários lugares do planeta.

Quinta: Criar insetos é bem mais barato

Criar gado, por exemplo, é bem mais caro do que criar insetos. Eles comem ração. “Por terem sangue frio, eles precisam de menos comida”, explica Lynn Kimsey, professora de entomologia da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Além disso, são mais nutritivos do que outros tipos de carne.

Quer mais motivos? Eles ocupam menos espaço e se reproduzem mais rápido do que os outros animais que estamos acostumados a ver em pastos. E, no final do processo, são mais bem aproveitados. Ou seja, muitas partes do boi não são consumidas (pés, dentes, ossos e pele). Já uma larva é consumida 100%.

Sexta: Bifes serão como caviar

Em algumas décadas, a carne será um quitute de luxo. A previsão, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, diz que será preciso aumentar em 70% o número de terras onde se criam gados para que se possa alimentar a população do planeta em 2050, que deve chegar a nove bilhões de pessoas. Ou seja, vai faltar comida no mundo. Neste contexto é que o hábito de comer insetos será fundamental, pois como eles se reproduzem num ritmo frenético se constituem numa fonte de comida abundante.

Sétima: Você vai acabar gostando de comer insetos

Se ainda não está convencido, com este argumento você não vai resistir: eles são gostosos! Pelo menos é opinião do repórter da revista Super Interessante que experimentou algumas receitas e os achou bem apetitosos. Para ele, a grande dificuldade “é esquecer a natureza dos bichinhos”, conta.

Devemos levar em consideração também que muitos dos alimentos que consumimos no dia a dia vêm com pedaços de insetos “Porque é impossível separá-los da comida”, explica Daniella Martin, jornalista especializada em gastronomia de insetos. “Sempre que colhemos uma safra, colhemos os bichos que andam pelas plantas também. E eles aparecem em muitos produtos vendidos no mercado.”

 

Fonte: Revista Super Interessante

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