Curiosidades e Lendas

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Algumas lendas antigas que valem a pena serem lembradas..

O fato mais pitoresco da cidade de Guarapari ocorreu com a inauguração do cemitério São João Batista, perto da praia das Virtudes. Folclore ou não, os populares contam que prefeito Juca Brandão construiu o cemitério mas não conseguia inaugurá-lo. Em 1916, após dez anos de espera, a administração resolveu pegar emprestado um defunto da cidade de Anchieta. Assim nasceu o personagem do prefeito Odorico Paraguaçu, que inspirou Dias Gomes a escrever a novela “O Bem Amado”.

Praia dos Padres:

Há muitos anos atrás, diziam que a Praia dos Padres era chamada de assombrada devido às alucinações que as pessoas tinham ao irem lá. Elas falavam que viam barcos à vela e pescadores em alto mar, mas quando se aproximavam, nada viam além das águas e ondas. À noite escutavam pessoas falando e gritando como se a praia estivesse cheia de veranistas e o mar subia tanto que no dia seguinte as raízes das castanheiras pareciam dedos de uma mão velha e cansada. Todos esses fatos estranhos deixavam os moradores amedrontados, fazendo com que solicitassem padres para rezarem à praia, que passou a se chamar “PRAIA DOS PADRES”.

Mulher Pata:

Antigamente as famílias eram muito numerosas. Quando nascia a 7ª filha do casal, o mais velho deveria batizá-lo, pois se isso não acontecesse, ela se transformava em “Mulher Pata”. Ela ia para as pedras em lugares escondidos, tirava as roupas e começava a se transformar. Contorcia-se e as penas iam surgindo e, quando a transformação se completava, ela voava para alto mar, posava nos mastros dos barcos e ficava lá escutando as conversas dos pescadores. Quando havia escutado tudo que queria, voltava e contava tudo para todo mundo. Quando os pescadores voltavam dias depois, ficavam pasmos, pois todos já sabiam o que haviam conversado em alto mar. Como era possível? Depois se lembraram que uma pata havia pousado no mastro do barco e concluíram que era a “Mulher Pata” que havia feito a fofoca.

Lobisomem:

Antigamente as famílias eram muito numerosas. Quando nascia o 7º filho do casal, o 1º filho deveria batizá-lo, pois, segundo a lenda, se isso não acontecesse, este filho se fosse homem se transformaria em lobisomem nas noites de lua cheia.

Nadador de Pedra:

Conta-se que um descendente de índios goitacazes ao voltar de uma pescaria avistou a sombra de uma mulher. Passou a noite inteira perseguindo a misteriosa mulher por diversas praias, parecia sonhar. Por vários dias não comeu, não dormiu e não trabalhou. Remando enlouquecido à procura de seu amor, foi encontrá-la na pedra do Siribeira. Jogou-se ao mar e nadou até a Praia da Areia Preta. Uma voz lhe sussurrava, não lhe deu ouvidos e Jaci (lua) lança-lhe um jato luminoso, petrificando-o e transformando-o em um curioso arrecife na Praia da Areia Preta.

Mãe-Bá:

Havia em Guarapari uma tribo de índios chamada ‘Negro-Galinha’, cujo chefe, uma senhora idosa chamada Bá, que era considerada mãe de todos os Bá. Era curandeira protetora e conselheira. Certo dia um menino da tribo adoeceu e Bá tentou curá-lo. Sem resultado, pegou a canoa e atravessou a lagoa. De repente algo de muito estranho aconteceu. Era como se os espíritos estivessem contra ela. Bá gritou aterrorizada e os índios ‘Negro-Galinhas’ foram até a lagoa e viram a canoa virada e com marcas de sangue. Após uma semana, Bá apareceu morta. Os índios pegaram o corpo e o cremaram jogando as cinzas na lagoa. Depois disto houve grande abundância de peixes. O nome da lagoa Mãe-Bá é em homenagem a ela.

A Escalvada:

A Ilha da Escalvada ou Farol segundo os moradores é encantada. Dizem que ela se transforma em barco, castelo, baleia e outras formas e que isto acontece de dia.

A Mãe do Ouro:

Diziam os antigos guaraparienses que a mãe do ouro era uma mulher muito bonita, loira e de olhos azuis. O senhor Manoel conta que certa vez foi cortar lenha em Muquiçaba com mais três companheiros. Eles marcavam um ponto de referência para voltarem e cada um seguia uma trilha. O senhor Manoel entrou mata adentro e deparou-se com uma menina muito bonita. Segundo ele, ela lhe perguntou o caminho da saída, pois estava perdida. Ele ensinou-lhe a trilha da saída da mata, só que a menina não seguiu a trilha e embrenhou-se mata adentro e ele atrás dela. Só que o Sr. Manoel se perdeu na mata por várias horas. Quando ele conseguiu sair e encontrar os companheiros, eles disseram: “Seu minguta capelido”. Era a Mãe do Ouro. Se tivesse dado um corte em um dos dedos e pingado três gotas de sangue sobre a menina, ela se transformaria em ouro. Os companheiros do Sr. Manoel ficaram indignados e saíram resmungando: “Deixamos de ser ricos”.

Congo:

Existem em Guarapari duas bandas de congo: o Congo de São Benedito e o Taquara do Reino. O Congo de São Benedito, do Alto Rio Calçado, começa em novembro com a cortada do Mastro. Os organizadores vão à mata cortar a árvore escolhida, trazendo-a para o quintal do Sr. Joaquim Rosa. Ali o mastro é preparado e pintado. No domingo, depois do Natal, festejam a Fincada do Mastro. Os tambores começam a tocar por cerca de 35 pessoas (entre homens e mulheres) que se revezam tocando, dançando e cantando. Depois do 1º Domingo de fevereiro é feita a arrancada do Mastro encerrando o Ciclo do Congo. Há 80 anos este ritual é realizado ininterruptamente e há 25 anos o Sr. Joaquim Rosa é o mestre da Congada. A primeira festa de São Benedito foi realizado no dia 06/01/1910.

Jongo:

Originário de angola, também conhecido pelos nomes de Angona, Angoma e Angone, pertence ao ramo das danças sagradas. Os folcloristas a classificam como dança religiosa. Dança predileta dos negros que dançavam a noite inteira indo, às vezes, até o raiar do sol. Em Guarapari o Jongo é a música de Congo

A Sereia de Meaípe

A Sereia de Meaípe é uma lenda pouco conhecida mesmo pelos moradores do local onde supostamente ela se passou. Só os mais antigos moradores da pequena localidade à beira-mar, no município de Guarapari, ainda mantêm viva na mente a história de amor impossível entre a solitária sereia ao imigrante holandês, que veio dar nas praias do Espírito Santo, por volta do século XVI.

Conta-se que um navio holandês naufragou na costa do Espírito Santo e apenas alguns tripulantes conseguiram se salvar. Os índios goitacás, que habitavam o local ficaram admirados com os náufragos, por seus cabelos avermelhados e lhes deram frutos e mel e redes para que repousassem à sombra das árvores.

Aos poucos os holandeses foram assimilando os costumes indígena e se casaram com as filhas dos caciques. Um deles, um dia perdeu-se na selva e parou deslumbrado num belíssimo lugar, uma praia lindíssima, quando foi surpreendido com a visão de uma formosa mulher que emergia das ondas, envolta em sedosa cabeleira. Vencida a emoção, o jovem convidou-a a sentar na areia ao seu lado, mas em evolução graciosa ela se aproximava e se afastava. Ora lhe estendia os braços, ora mergulhava para reaparecer mais atraente e bela. – Porque não dormes? – Perguntou a visão. – Perdi o sono. – Vai recuperá-lo! – E começou a modular suave acalanto..

Ao amanhecer, o jovem despertou e ficou sem saber se a visão da mulher fora um sonho ou uma realidade. Permaneceu no local, fez uma palhoça e decidiu ficar até a noite seguinte para decifrar o enigma da mulher escultural. A noite chegou e com ela a visão. Ele atônito, sente-se arrastado para a praia.

Ao chegar, a mulher se enrosca em seu corpo, derrotada pelo amor que sentia pelo holandês. Mãe d’água decide se vingar, arrasta-se até o meio da lagoa com o holandês e invoca Tupã, que o transforma em pedra.

Desde essa noite, quando as trevas descem, as estrelas cintilam e as aves noturnas emitem seus lamentos, a Sereia de Meaípe vem cantar seus lamentos no monumento do seu amor.

Fonte: www.geocities.com/portodosol

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