Descubra quais foram as nações que se tornaram as mais altas do mundo

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Se você pensa que hoje em dia os brasileiros são bem mais altos do que eram antigamente, saiba que não é só impressão sua não! De acordo com um levantamento global baseado em quase 1,5 mil estudos conduzidos pelo mundo, a altura média da população do nosso país pulou de 150,2 centímetros em 1914 para 160,9 centímetros em 2014 — ou seja, ocorreu um incremento de 10,7 cm na altura média em um período de 100 anos.
O estudo foi publicado pela revista científica eLife, e acompanhou a tendência de crescimento de um total de 18,6 milhões de pessoas 200 países ao longo de um século. Mais especificamente, os homens brasileiros ficaram em 68º lugar no ranking, marcando uma altura média de 173,6 centímetros, enquanto que as brasileiras ficaram na 71ª colocação, com 160,9 centímetros.

Os brasileiros podem olhar para os uruguaios, portugueses e paraguaios — ligeiramente — de cima, mas ficaram atrás dos turcos, libaneses e argentinos no ranking. Já as brasileiras se colocaram melhor do que as turcas, iranianas e chinesas, mas ficaram atrás das israelenses, líbias e albanesas. Pois é… apesar de o aumento médio de 10 centímetros ser considerável, nós ainda somos relativamente “baixinhos” perto das nações que ficaram lá no topo da lista.

 

Os mais altos

Segundo o levantamento, quando as alturas começaram a ser registradas, os suecos eram os mais altos do mundo, com 171,9 centímetros. Entretanto, eles foram empurrados para a 15ª colocação pelos holandeses, que hoje estão em primeiro lugar no ranking, batendo os 182,5 cm. Entre as mulheres, as suecas também eram as mais altas do planeta, com 160,3 cm em 1914, mas as que ficaram no topo da lista 2014 foram as letonas, com 169,8 cm de altura.

Assim, de acordo com o ranking, os 10 primeiros colocados entre os homens temos os holandeses, seguidos pelos belgas (181,7 cm), estonianos (181,6 cm), letões (181,4), dinamarqueses (181,4 cm), bósnios (180,9 cm), croatas (180,8 cm), sérvios (180,6 cm), islandeses (180,5 cm) e tchecos (180,1 cm).

Já as 10 primeiras colocadas entre as mulheres temos as letonas, holandesas (168,7 cm), estonianas (168,7 cm), tchecas (168,5 cm), sérvias (167,7 cm), eslovacas (167,5 cm), dinamarquesas (167,2 cm), lituanas (166,6 cm), bielorrussas (166,3 cm) e ucranianas (também com 166,3 cm).

 

Altibaixos

O levantamento revelou que a nação que as pessoas que mais cresceram nos últimos 100 anos foram os homens iranianos, que cresceram 16,5 cm nesse período, e as mulheres sul-coreanas, que se tornaram, em média, 20,2 cm mais altas! Por outro lado, os norte-americanos, que até a divulgação do estudo, se encontravam em 3º lugar para os homens e em 4º para as mulheres, despencaram para a 37ª e 42ª colocações, respectivamente.

Os cientistas também detectaram um declínio na altura média da população em países do Oriente Médio, Norte da África e da África Subsaariana, especialmente nos últimos 30 ou 40 anos. O interessante, segundo os autores do levantamento — do Imperial College London, no Reino Unido —, o estudo não revela apenas quem mais cresceu (ou “encolheu”) no mundo durante o último século.

O levantamento apontou, por exemplo, que nos países onde se fala inglês, especialmente nos EUA, a população está encolhendo com respeito a cidadãos de países desenvolvidos da Europa e da Ásia-Pacífico. No caso específico dos norte-americanos, os pesquisadores atribuem o “encolhimento” principalmente à má nutrição e ao dramático aumento da obesidade.

 

Conclusões interessantes

A pesquisa também serviu para que os pesquisadores tivessem um vislumbre a respeito de como aspectos como a nutrição, a higiene e os sistemas de saúde afetaram a população mundial ao longo de 100 anos. Os cientistas concluíram que as variações de altura podem ser resultado de fatores externos em vez de aspectos genéticos.

Isso significa que a alimentação e a exposição a diferentes doenças e ambientes na infância e adolescência podem afetar o crescimento de um indivíduo. Além disso, o levantamento também evidenciou que a altura parece estar relacionada com a longevidade, à produtividade econômica e ao nível de educação da população. Portanto, como resultado, as diferenças em altura podem servir de para apontar desigualdades entre as nacionalidades.

Fonte:  ELIFE / NCD RISC RISK FACTOR COLLABORATION / NEWS / IMPERIAL COLLEGE LONDON/KATE WIGHTON / SCIENCE ALERT/JACINTA BOWLER / THE GUARDIAN/NICOLA DAVIES

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