Empresa usa mosquito geneticamente modificado para combater o vírus Zika

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Nos últimos tempos, tem crescido não apenas no Brasil, mas também em outros países, o receio de ser afetado pelo vírus Zika. Numa tentativa de combater essa ameaça, a empresa britânica Oxitec anunciou que está fazendo testes com o “Aedes aegypti do Bem”, uma versão geneticamente modificada do Aedes aegypti.
Em um comunicado, a Intrexon, empresa dona da Oxitec, anunciou que a ideia já foi testada em diversos locais e, neles, conseguiu reduzir em até 92% a população dos mosquitos transmissores do vírus. No Brasil, foi feita uma parceria com o governo da cidade de Piracicaba para usar a versão modificada do bicho e tentar diminuir o surto do vírus Zika na região.

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“O mosquito da Oxitec, conhecido localmente como Aedes aegypti do Bem, é uma ferramenta revolucionária e amiga do ambiente que já mostrou ser capaz de suprimir infestações do Aedes aegypti selvagem, algo que estamos tentando fazer há muitos anos no Brasil, mas não temos conseguido. Esta solução é ainda mais importante porque, além da epidemia de dengue, agora temos o vírus Zika e da chikungunya no Brasil”, disse o professor Wagner Pereira, da Universidade Veiga de Almeida.
Para os que já estão curiosos para saber como a Oxitec conseguiu dar vida ao mosquito capaz de conter o Aedes aegypti, foi mencionado que os insetos são modificados para se tornar estéreis. Com isso, o acasalamento com os bichos desse tipo é improdutivo, fazendo com que haja uma diminuição na sua descendência e, consequentemente, diminuindo a sua população.

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