Meditação: Nadando no Dia de Natal

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Mediu mais quinhentos, mas agora era um rio que eu não conseguia atravessar, porque a água havia aumentado e era tão profunda que só se podia atravessar a nado; era um rio que não se podia atravessar andando. Ezequiel 47:5

Fui nadar no dia de Natal – no oceano. Não; não sou dessas pessoas ousadas e corajosas que se arriscam a dar um mergulho nas águas geladas do Hemisfério Norte no fim do ano. A água em que nadei mantinha a temperatura agradável de 24 ºC na costa de Dubai, no Golfo Pérsico. Com os pés sobre a areia limpa e branca e com o corpo imerso em águas cristalinas, aquela foi uma experiência maravilhosa.

Aos leitores acostumados ao cenário branco e gélido de fim de ano no Hemisfério Norte, soa muito estranho dar um mergulho no oceano no dia de Natal. Mas isso não soa nada incomum no Hemisfério Sul ou nos trópicos. Cresci no sul da Austrália, local em que a temperatura chega a atingir 38 ºC ou mais em 25 de dezembro. Em minha infância ainda não existia ar-condicionado. Nesse dia, costumávamos fazer uma bela refeição de pratos quentes e concluíamos com um delicioso pudim de ameixa. Comíamos com o suor escorrendo pelo rosto. À tarde sempre íamos para a praia e entrávamos na água o mais rápido possível.

Da Austrália, Noelene e eu fomos para a Índia. Por vários anos, viajávamos para passar o Natal com os amigos em Goa e ficávamos na praia. Certa vez, chegamos logo após a meia-noite e, depois de descarregar o carro, fomos dar um mergulho no mar, que estava tão quente quanto um banho de banheira.

Pense bem, mergulhar em águas quentes e dia de Natal combinam muito bem. Não que o dia 25 de dezembro tenha qualquer significado especial em si (é quase certo de que essa não seja a data do nascimento de Cristo); a importância recai no significado de Sua vinda ao nosso mundo. Mergulhar em águas quentes e a graça andam de mãos dadas. Descansar e permitir que o Seu amor o segure, sentir o corpo leve e as dores se dissipando – essa é a experiência da graça.

O livro de Ezequiel, que contêm muitas passagens intrigantes, foi concluído com uma visão maravilhosa. Na ocasião em que Ezequiel escreveu, os judeus estavam no exílio babilônico, o Templo estava queimado e a amada Jerusalém destruída. Mas, através do profeta, o Senhor enviou uma série de mensagens de esperança: o exílio chegaria ao fim, o povo retornaria, um novo templo seria construído. Do novo templo fluiria um riacho puro e restaurador – pequeno a princípio, mas depois um rio profundo o suficiente para nadar. Esse rio flui para o mundo inteiro. O rio da graça de Deus.

 
Fonte: William G. Johnsson – Casa Publicadora Brasileira

 

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