Pontos turísticos e suas verdades (parte 3)

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Terceira e última parte em que você pode ver melhor as viagens aos monumentos históricos e ambientes paradisíacos. Por um ângulo, pois no outro verá a realidade.

  • Santorini

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Localizada cerca de 200 quilômetros a sudeste da Grécia continental, essa ilha é o destino mais desejado de quem sonha em fazer um cruzeiro na região. Imagens que mostram as paredes brancas das casas do lugar em contraste com o mar e céu azuis são de tirar o fôlego e o pôr-do-sol no mar Egeu atrai casais apaixonados do mundo todo.

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O que os livretos das agências de viagem não mostram, contudo, é que Santorini é o que restou de uma gigantesca erupção vulcânica que destruiu as primeiras habitações humanas da região e deu forma à atual caldeira vulcânica.

  • Mona Lisa

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É seguro dizer que esta obra de Leonardo da Vinci é a pintura mais famosa do mundo. Acredita-se que o quadro, que se chama La Gioconda em italiano, retrate Lisa Gherardini, a esposa de Francesco del Giocondo. Também acredita-se que a encomenda de Francesco teria sido pintada entre 1503 e 1506, ainda que existam especulações de que da Vinci não teria terminado o trabalho até 1517. Adquirido pelo rei Francisco I da França, o retrato passou a ser propriedade do país e está exposto no museu do Louvre, em Paris, desde 1797. Tanta fama assim atrai milhares de turistas todos os dias, que esperam admirar a Mona Lisa bem de perto, com os próprios olhos.

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Ou quase isso. Na prática, a aglomeração de visitantes e o acúmulo de máquinas fotográficas e filmadoras – somados ao tamanho do quadro, que não é dos maiores – faz com que a experiência passe longe de uma visita artística contemplativa. A realidade da obra de arte mais conhecida do planeta é mais parecida com um zoológico do que com o Museu Nacional de Belas Artes.

  • Central Park

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Criado em 1857 e expandido ao longo de 15 anos, o parque urbano mais visitado dos Estados Unidos tem uma área de 3.399 km². Localizado na região de Manhattan, na cidade de Nova York, recebe aproximadamente 35 milhões de visitantes todos os anos e a famosa Quinta Avenida passa bem do seu lado leste. O local é mantido basicamente por uma organização privada e sem fins lucrativos, que provê 85% do orçamento anual dos US$ 37 milhões necessários para manter o funcionamento do parque. Ao contrário dos outros casos listados até agora, o Central Park oferece uma surpresa positiva quando mudamos de perspectiva.

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As fotografias registradas dentro do parque não fazem jus à sua magnitude. Vista de cima, a enorme área verde cobre uma parte imensa da ilha, que impressiona os desavisados. Para termos um referencial brasileiro, o parque do Ibirapuera, em São Paulo, tem uma área de 1.584 km², isto é, menos da metade do seu primo norte-americano. Quem se dispõe a perder pelo menos uma tarde passeando pelo lugar, encontra várias obras de arte, mas precisa tomar cuidado para não se perder.

  • Arco do Triunfo

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Construído em homenagem às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, o monumento, de 50 metros de altura, levou 30 anos para ser construído e foi inaugurado em 1836. Um dos marcos mais célebres de Paris, ele fica na praça Charles de Gaulle, no final oeste da avenida Champs-Élysées. Embaixo do Arco está o Túmulo do Soldado Desconhecido, construído para honrar os milhares de mortos não identificados da Primeira Guerra Mundial. A construção neoclássica fica no oeste da capital francesa e, como no caso do Central Park, justifica sua fama.

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Observando a arquitetura da cidade, é possível ver como as ruas das reondezas convergem diretamente para o Arco do Triunfo, que não distoa das construções que o rodeiam. Nem mesmo o crescimento populacional da cidade mais turística do mundo foi capaz de se apropriar do espaço de “respiro” ao redor do marco histórico.

  • A Pequena Sereia

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Situada no parque de Langelinie, em Copenhague, na Dinamarca, a estátua retrata a protagonista do conto de fadas homônimo de Hans Christian Andersen, transformado em filme da Disney em 1989. A escultura de bronze, criada por Edvard Eriksen entre 1909 e 1913, fica sobre uma pedra, banhada pelas águas do estreito de Øresund, que divide terras dinamarquesas e suecas. Ainda que homenageie uma história que está entre as mais famosas do mundo, a Pequena Sereia de bronze pode até passar despercebida. Isso porque ela mede apenas 1,25 metros, tendo sido construída em tamanho natural. Isso sem levar em consideração as filas de turistas que se formam aguardando ansiosos pelo melhor clique da obra mais célebre de Eriksen.

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O governo local está até mesmo considerando afastar um pouco mais a estátua da beira d’água, já que muitos deles insistem em subir na pedra – além de vários vândalos terem atacado a escultura ao longo dos anos.

PARTE 1

PARTE 2

Fonte: Hypescience

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