Quanto custa morar perto da faculdade e longe de casa

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Depois de vencer as provas do vestibular, estudantes que ingressam em faculdades distantes das suas cidades de origem enfrentam a segunda batalha: encontrar acomodação. Nesta época do ano, cidades de São Paulo, como Piracicaba, São Carlos e outras tantas, em lugares que são sedes de faculdades e universidades concorridas têm, em média, aumento de 35% a 40% na demanda por locação de quitinetes, apartamentos e casas.

Antes de tudo, o estudante que procura acomodação deve estar seguro quanto ao tipo de moradia que o acolherá adequadamente. Para os que são disciplinados nas práticas do cotidiano, dividir a casa com outras pessoas é complicado, e pode trazer problemas que, acumulados, acabam até mesmo por interferir no bom aproveitamento dos estudos. Em alguns casos, a economia proporcionada pela divisão das despesas pode resultar em ônus para o conforto. Pesar cuidadosamente este tipo de implicação é o primeiro passo para evitar problemas futuros.

O segundo passo é avaliar, em conjunto com a família, qual o valor do aluguel que pode ser assumido, sem impactar o orçamento. Finalmente, chega a hora de procurar o imóvel. Recorrer às redes sociais é uma prática cada vez mais comum, em especial quando a opção é por moradia compartilhada.

Tássia Alves morou em quitinete durante quatro anos, e no último ano do curso de jornalismo em Campinas, SP, mudou para um apartamento. Para encontrar alguém com quem compartilhar as despesas, ela recorreu ao orkut. “Essas ferramentas de relacionamento online podem ser muito úteis na hora de procurar um lugar ou alguém para dividir um quarto, pois através delas podemos analisar o perfil das pessoas e saber se encaixa ao nosso”, conta.

Quem optou por dividir o apartamento com Tássia teve sorte, mas mergulhar nas redes sociais sem os devidos cuidados pode trazer complicações. Antes de detalhar informações pessoais e familiares para um desconhecido é altamente conveniente saber exatamente com quem se está negociando. Pode não tratar-se de veterano, nem de calouro.

Recorrer a uma imobiliária local tradicional diminui os riscos de surpresas desagradáveis, e também os desgastes da procura “às cegas”. No caso de compartilhamento, as imobiliárias têm vagas cadastradas, e condições de fornecer informações sobre o histórico de ocorrências – auxílio adicional para quem pretende compartilhar a moradia.

“Como a maioria dos jovens não conhece o município, o consultor de locação vai em companhia do cliente mostrando o caminho, apresentando a cidade, comentando sobre os benefícios de morar em determinado bairro”, explica André Luis de Souza Junior, proprietário da imobiliária Ato, localizada em Piracicaba, SP, cidade que sedia a Escola Superior “Luiz de Queiroz” (Esalq) e a Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), entre outras.

Souza Junior diz que a Ato procura manter vasta lista de opções de locação para estudantes, desde quitinetes até apartamentos e casas com três dormitórios, “todos localizados estrategicamente próximo às principais faculdades de Piracicaba”, garante.

Quanto à fiança locatícia, dificuldade é coisa do passado, diz Souza Júnior: “Sabemos que apresentar fiador é sempre um problema para qualquer estudante, pois a maioria vem de outras cidades, por isso trabalhamos em parceria com a Porto Seguro Aluguel e Sul América Capitalização, que asseguram a garantia locatícia, sem a necessidade de envolver outras pessoas”, explica.

Os principais bancos do país ofertam o seguro garantidor do aluguel, já adotado em todas as cidades brasileiras. A seguir, preços de locação em algumas das cidades paulistas onde estão sediadas as faculdades e universidades mais concorridas, no estado de São Paulo.

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