O “Desenvolvimento” Engorda

engorda

No título deste artigo escrevemos a palavra “desenvolvimento” assim, entre aspas. Isto porque um desenvolvimento que causa prejuízos pode e deve ser posto em dúvida e questionado. Com efeito, o “desenvolvimento” que experimentamos hoje trouxe mais problemas do que soluções para a nossa civilização. E agora uma pesquisa acaba de apontar mais uma triste consequência deste equivocado “desenvolvimento”: a obesidade das pessoas nos novos países atingidos pela praga.

  • Como era antes

Antes desse discutível “desenvolvimento” (com exceção de uma minoria rica, que vivia em palacetes, cercada de luxo, conforto e gorda), as pessoas acordavam às 5 da manhã, tomavam banho frio, comiam um desjejum reforçado, mas sem nenhum alimento industrializado e iam, a pé ou a cavalo, trabalhar na roça, ao ar livre, tomando Sol, até as 11 horas. Almoçavam feijão, arroz, salada, bife, suco natural, tiravam uma soneca na rede do terraço e à uma e meia já retomavam a lida da manhã até o final da tarde. Na janta: apenas café, mandioca, inhame, cuscuz de milho, pão, queijo e manteiga feitos em casa. Depois, uma prosa com a família, revendo os acontecimentos do dia e, às 9 da noite, cama, que o corpo estava exausto.

  • Agora

E como é a vida das pessoas agora, depois desse “desenvolvimento” monstruoso? Segunda-feira, sete da manhã. José acorda, toma banho morno e vai tomar o desjejum: suco industrializado, café com leite (industrializado, com soda cáustica) pão (de padaria, com bromato), margarina, ovos (de galinhas alimentadas com hormônios), bacon, queijo, iogurte industrializados e – quem sabe? – cereal (industrializado) com leite para rebater. Depois, pega o elevador, desce até a garage do edifício, senta no carro e vai trabalhar. Chegando lá, pega o elevador, sobe, senta na escrivaninha e assim fica, respirando ar condicionado, até a hora do almoço. Meio-dia. José pega o elevador, desce, senta no carro, vai para casa, pega o elevador, sobe, senta à mesa e almoça: bife, arroz, feijão, suco industrializado ou refrigerante, macarrão, pão, margarina, batatas fritas e sobremesa. No segundo expediente, tudo igual. À noite, janta o mesmo cardápio do almoço, vai para a sala, senta e assiste o noticiário da TV, a novela, um filme, outro filme… Uma da manhã. José vai dormir, não sem antes tomar um sonífero…

  • Conforto demais                                                                                  

Conforto demais mata. Observe que as pessoas que moram nas áreas rurais são mais magras do que as que residem nos centros urbanos. O povo norteamericano, por exemplo, é o mais obeso do mundo. Porque os Estados Unidos são o país que mais oferece conforto (“desenvolvimento”) aos seus habitantes. Lá, quase tudo pode ser feito apertando um botão. Paralelamente, as comidas industrializadas, os fast foods, as pizzas, os hamburgers, hot-dogs, ketchups, maioneses, refrigerantes, cerveja e lasanhas abundam na mesa dos americanos. Aí aparecem as academias, os spas, a lipoaspiração, a cirurgia de redução de estômago… e um monte de doenças.

“Desenvolvimento” engorda os chineses

Agora é a China que está adotando o estilo de vida ocidental O produto interno bruto chinês teve um aumento vertiginoso e a população obesa do país cresceu na mesma proporção. A China está seguindo o caminho dos EUA em termos de obesidade. “Os americanos deram um mau exemplo. Infelizmente estamos seguindo o caminho deles”, disse o professor Chen Junshi, especialista em saúde pública e membro da Academia Chinesa de Engenharia. O professor afirma que os chineses agora comem comidas industrializadas, bebem refrigerantes e cerveja sem praticar atividades físicas.

“Desenvolvimento” engorda, adoece e mata.

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