Solidão… uma epidemia moderna

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Atualmente o isolamento tem sido ruim para a saúde e longevidade, melhor explicando, a solidão pode ser tão quanto pior que obesidade e tabaco.

Infelizmente, até hoje, as tentativas de reduzir a solidão tiveram um sucesso limitado.

Uma meta-análise de diferentes estratégias estudadas em ensaios clínicos randomizados mostrou que elas tinham um efeito pouco significativo. Entre os quatro tipos de intervenções analisadas, a terapia de conversa que se concentrava em processos de pensamento inadequados (falta de autoestima, de perspectiva e uma ideia distorcida de quão confiáveis são os outros e como eles nos notam) teve o maior impacto. Treinamento de habilidades sociais, suporte social e aumento das oportunidades de contato social eram muito menos eficazes.

Este resultado é consistente com a ideia de que a percepção de isolamento social ainda pode nos colocar no modo de autopreservação – uma resposta de tempos antigos, quando isolamento teria nos deixado muito vulneráveis ao ataque – o que pode levar a processos de pensamento prejudiciais e comportamento que está em desacordo com aquele que prospera em uma sociedade moderna.
Não existe um tratamento farmacológico para a solidão, ainda que essa possibilidade esteja sendo estudada em pesquisa animal. Dada a dimensão do problema, atualmente, a busca por melhores tratamentos de todos os tipos merece alta prioridade.

O comediante Robin Williams fez uma observação notável em 2009: “Eu costumava pensar que a pior coisa na vida era acabar totalmente sozinho. Não é. A pior coisa na vida é acabar com pessoas que fazem você se sentir sozinho”.

Lembrando que Williams faleceu em 11 de agosto de 2014, aos 63 anos, por suicídio, seria de solidão!?

Fonte: New Scientist

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