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	<title>Curiosidades no Você Sabia &#187; email</title>
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		<title>Como Surgiu o E-Mail?</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jan 2011 11:32:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O correio eletrônico é anterior ao surgimento da Internet. Os sistemas de e-Mail foram uma ferramenta crucial para a criação da rede internacional de computadores. O primeiro sistema de troca de mensagens entre computadores que se tem notícia foi criado em 1965, e possibilitava a comunicação entre os múltiplos usuários de um computador do tipo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p><strong>O correio eletrônico é anterior ao surgimento da Internet</strong>. Os sistemas de e-Mail foram uma ferramenta crucial para a criação da rede internacional de computadores.</p>
<p>O primeiro sistema de troca de mensagens entre computadores que se tem notícia f<strong>oi criado em 1965, e possibilitava a comunicação entre os múltiplos usuários de um computador do tipo mainframe</strong>. Apesar da história ser um tanto obscura, acredita-se que os primeiros sistemas criados com tal funcionalidade foram o <span class="new">Q32</span> da <span class="new">SDC</span> e o CTSS do <span class="mw-redirect">MIT</span>.<span id="more-636"></span></p>
<p>O sistema eletrônico de mensagens transformou-se rapidamente em um &#8220;<strong>e-Mail em rede</strong>&#8220;, permitindo que usuários situados em diferentes computadores trocassem mensagens. Também não é muito claro qual foi o primeiro sistema que suportou o e-Mail em rede. O sistema <strong><span class="new">AUTODIN</span></strong>, em <strong>1966</strong>, parece ter sido o primeiro a permitir que mensagens eletrônicas fossem transferidas entre computadores diferentes, mas é possível que o sistema <strong><span class="new">SAGE</span></strong> tivesse a mesma funcionalidade algum tempo antes.</p>
<p>A rede de computadores <strong>ARPANET</strong> fez uma grande contribuição para a evolução do e-Mail. Existe um relato que indica a transferência de mensagens eletrônicas entre diferentes sistemas situados nesta rede logo após a sua criação, em <strong>1969</strong>. O programador Ray Tomlinson iniciou o uso do sinal <strong>@</strong> para separar os nomes do usuário e da máquina no endereço de correio eletrônico em <strong>1971</strong>. Considerar que ele foi o &#8220;inventor&#8221; do e-Mail é um exagero, apesar da importância dos seus programas de email: <strong><span class="new">SNDMSG</span></strong> e <strong><span class="new">READMAIL</span></strong>. A primeira mensagem enviada por Ray Tomlinson não foi preservada; era uma mensagem anunciando a disponibilidade de um e-Mail em rede. <strong>A ARPANET</strong> aumentou significativamente a popularidade do correio eletrônico.</p>
<p>Fonte: Wikipedia.Org</p>
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		<title>Algumas Dicas Para Usar o Email</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 13:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Supertrix</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando encaminhar suas mensagens, envie a mensagem que realmente contém um anexo ou o texto que você quer, e não um que está na sua &#8220;Caixa de Entrada&#8221;. Sendo assim, o seu destinatário não precisará abrir 10 anexos antes de chegar ao que realmente importa. Além disso, aqueles muitos endereços eletrônicos pelos quais a mensagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p>Quando <strong>encaminhar suas mensagens</strong>, envie a mensagem que realmente contém um anexo ou o texto que você quer, e não um que está na sua &#8220;Caixa de Entrada&#8221;.</p>
<p>Sendo assim, o seu <strong>destinatário </strong>não precisará abrir 10 anexos antes de chegar ao que realmente importa. Além disso, aqueles muitos endereços eletrônicos pelos quais a mensagem já passou também não aparecerão, para que depois sejam &#8220;furtados&#8221; pelos spammers, que são os que te mandam os e-mails que você não solicitou e não sabe nem <strong>de onde veio</strong>.</p>
<p>Caso sua mensagem contenha endereços <strong>eletrônicos</strong>, apague-os, antes de re-encaminhar.</p>
<p>Quando enviar uma mensagem para mais de um destinatário, não mande com o &#8220;Para&#8221; nem com o &#8220;<strong>Cc</strong>&#8220;, mande com o &#8220;<strong>CCO</strong>&#8221; (Com cópia oculta) ,que oculta o endereço de email de todos os destinatários. A pessoa vai recebê-la, mas não verá quem são os demais destinatários.</p>
<p>Retire do título (Assunto) de sua mensagem os “<strong>En</strong>&#8220;, &#8220;<strong>Enc</strong>&#8220;, &#8220;<strong>Fwd</strong>&#8220;, &#8220;<strong>Re</strong>&#8220;, &#8220;<strong>Res</strong>&#8220;, e deixe só o assunto, porque além de nada estético, esse é um dos meios dos spammers saberem que a mensagem tem muitos endereços ali.</p>
<p>Repare ainda, que estas mensagens contém muitos endereços de e-mails diferentes.</p>
<p>Quando fizermos isso, livraremos a Internet da maioria dos vírus e <strong>propagandas indesejadas</strong>.<span id="more-1753"></span></p>
<p>Não acredite em tudo o que você vê ou lê. Não é só porque alguém <strong>escreveu </strong>quatro degraus anteriores da pirâmide que isso é realmente verdade.</p>
<p>Não existe uma quadrilha de <strong>ladrões de fígado</strong>.</p>
<p>Ninguém está acordando numa <strong>banheira de gelo</strong>, mesmo se um amigo jurar que aconteceu com primo do amigo dele.</p>
<p>Nunca abra anexos com a extensão”<strong>. exe</strong>”, delete mesmo que a piada possa ser muito boa.</p>
<p>Só abra esse tipo de arquivo se a pessoa que o mandou é de sua plena confiança, ainda assim confirme se essa pessoa realmente te mandou este arquivo.</p>
<p>Não existem os vírus &#8217;<strong>Good Times</strong>&#8221;, &#8221;<strong>Bad Times</strong>&#8221;, &#8221;<strong>Sapinhos Budweiser</strong>&#8216; etc.</p>
<p>Na verdade, você nunca deve reenviar qualquer e-mail alertando sobre vírus, antes de primeiro confirmar se é um site confiável, se uma companhia real, o tenha identificado.</p>
<p>Se você estiver realmente pensando em passar adiante aquela mensagem que já está no décimo degrau da pirâmide (ou na <strong>décima geração</strong>), tenha pelo menos a delicadeza de cortar aqueles 8 quilômetros de cabeçalhos, de todo mundo que a recebeu nos últimos 6 meses.</p>
<p>E você também não vai ficar doente se retirar todos os que começam as linhas. Além disso, seu amigo provavelmente já a recebeu.</p>
<p>Existem mulheres que estão realmente sofrendo no <strong>Afeganistão</strong>, e as <strong>finanças </strong>de diversas empresas <strong>filantrópicas </strong>estão vulneráveis, mas reenviar um e-mail não ajudará esta causa.</p>
<p>Se você quiser ajudar, procure seu deputado, a Anistia Internacional ou a <strong>Cruz Vermelha</strong>.</p>
<p>E-mails de &#8220;abaixo-assinado&#8221; geralmente são <strong>falsos</strong>, e nada significam para quem detém o poder de fazer alguma coisa sobre o que está sendo denunciado.</p>
<p>&#8220;São apenas meios de obterem endereços <strong>eletrônicos</strong>&#8220;.</p>
<p>Nãoexiste nenhum projeto para ser votado no <strong>Congresso </strong>que reduzirá a área da Floresta Amazônica em 50%; e nem para deixar de cobrar pedágio; portanto não perca tempo nem &#8220;pague mico“ assinando e repassando aqueles furiosos abaixo-assinados de protesto, ou comunicando este tipo de coisa.</p>
<p>Você não vai morrer nem ter má sorte no amor ou algo semelhante, se arrebentar &#8220;<strong>uma corrente</strong>&#8220;.<br />
Isso não é questão religiosa.</p>
<p>Escrever um e-mail ou enviar qualquer coisa pela <strong>Internet </strong>é tão fácil quanto rabiscar os muros de uma área pública. Não acredite automaticamente em tudo.<br />
Observe o texto, reflita, analise, tudo isto antes de repassar aos seus amigos.</p>
<p>Quando receber mensagens pedindo ajuda para alguém, com alguma foto comovente, não repasse apenas &#8221;para fazer a sua parte&#8221;, pode haver alguém cheio de má intenção por traz deste <strong>e-mail</strong>.</p>
<p>Analise-o, se houverem dados do <strong>enfermo/aleijado</strong>, consulte o telefone, verifique a veracidade das informações.</p>
<p>Se o telefone for um celular, mesmo depois de confirmar dados, não creia. Afinal, próximo de sua casa, há sempre alguém carente que você poderá ajudar efetivamente, se esta for sua opção de vida, tão digna, porém, explorada por mal intencionados.</p>
<p><strong>Cuidado</strong>!<br />
Muito cuidado ao repassar <strong>mensagens</strong>-<strong>lista </strong>de dados de pessoas, que a cada um vai assinando, colocando seus endereços e telefones reais. Podem facilmente serem utilizados por assaltantes, seqüestradores, meliantes maus elementos, etc. etc.</p>
<p>Agora sim, re-envie esta mensagem a seus amigos e conhecidos, e ajude-os a colocar ordem nessa imensa casa chamada Internet.</p>
<p>E lembre-se, cada dia chegam milhares de <strong>inexperientes </strong>na <strong>Internet</strong>, e quanto mais pudermos ensinar será de grande valia a todos.</p>
<p>Sempre repasse, ao máximo de pessoas possível este tipo de <strong>informação</strong>, afinal, estes detalhes não se aprendem em escolas, mas aqui,<br />
através da boa vontade de uns para com os outros e ensinando-os a exercer este direito.</p>
<p>E nunca se melindre por alguém estar lhe corrigindo algum destes erros aqui mencionados, você pode ser apenas mais uma vítima &#8221;<strong>cheia de boas intenções</strong>&#8220; e nem seria preciso repetir aquele provérbio: &#8221;<strong>De boas intenções o inferno está cheio.</strong>&#8220;</p>
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		<title>O que é mesmo Google Wave?</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 13:54:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Supertrix</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem trabalha ou é apaixonado pela web, com certeza, no meio da semana, ficou surpreso com o anúncio do Google Wave, no evento Google I/O 2009. Não à toa. O produto, uma espécie de aplicação integrada de comunicação, usa todas as possibilidades da web 2.0, conforme um vídeo exibido pela empresa acima. Além disso, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p>Quem trabalha ou é apaixonado pela web, com certeza, no meio da semana, ficou surpreso com o anúncio do <strong>Google Wave</strong>, no evento Google I/O 2009.</p>
<p>Não à toa. O produto, uma espécie de aplicação integrada de comunicação, usa todas as possibilidades da web 2.0, conforme um vídeo exibido pela empresa acima. Além disso, os engenheiros do Google capricharam tanto no núcleo e na interface do Wave, que ele tem potencial para revolucionar as aplicações de internet e ser considerado o maior lançamento da história da empresa.<br />
<strong><br />
Mas, afinal, por que esse Google Wave promete tanto?</strong></p>
<p>A resposta é simples. O <strong>Google Wave</strong>, além de aplicação de e-mail, integra um mensageiro instantâneo, blog, ferramenta wiki, rede social e recursos de chat, compartilhamento de arquivos e fotos e uma inovadora ferramenta de colaboração – que permite que um grupo desenvolva, simultaneamente, um texto ou uma apresentação.<span id="more-1265"></span></p>
<p>O<strong> Google Wave</strong> não é uma promessa apenas por integrar todas essas aplicações em uma única janela do navegador. Mas, também, pelos recursos que permitirão ao internauta traduzir conversas e corrigir textos em tempo-real. Além disso, o programa terá suporte ao recurso arraste-e-solte (o famoso drag-and-drop) e a instalação de extensões.</p>
<p><strong>Como os caras do Google conseguiram desenvolver uma tecnologia desse tipo?</strong></p>
<p>Os engenheiros desenvolvem o <strong>Google Wave </strong>com o Google Web Toolkit. Portanto, a aplicação roda com as tecnologias Ajax e Java, basicamente. Contudo, eles desenvolveram um protocolo, chamado de Google Wave Federation. Dentro deste, existe uma interface (API) para programadores construírem extensões para o serviço.<br />
<strong><br />
Por que o Google quer terceiros participando do projeto?</strong></p>
<p>A ideia do Google é que o<strong> Wave</strong>, como o navegador Mozilla Firefox, seja rico em extensões e serviços integrados (mashups). Por conta disso, a empresa, provavelmente, deixará todo o código de desenvolvimento do Wave aberto. Com essa iniciativa, ela espera que o Wave ganhe milhares de gadgets e robôs, que permitam ao internauta acessar recursos de redes sociais, de mapas e jogos online e de alguns serviços da web diretamente da interface do Wave.</p>
<p><strong>O Google Wave também se integrará aos outros serviços web?</strong></p>
<p>Assim como é possível colocar vídeos do YouTube e textos do Blogger em outras páginas da web, os internautas poderão usar o <strong>Wave</strong> em outros serviços. Esse recurso, por enquanto, é chamado de Wave Embed. O pessoal do Google quer que ele substitua os atuais comentários estáticos por um sistema de discussão em tempo-real.</p>
<p><strong>Quando o Google Wave será lançado?</strong></p>
<p>Ainda em desenvolvimento, o serviço está restrito aos testes de alguns desenvolvedores. O internauta comum, portanto, terá de esperar um pouco mais para testar o <strong>Google Wave</strong>. Ainda não há uma data de lançamento, mas em breve o Google deve liberar um beta do serviço. Mas para ser um dos testadores do serviço, é necessário preencher um cadastro, acessível aqui.</p>
<p><strong>Fonte: www.infomaniaco.com.br</strong></p>
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		<title>Origem do sinal arroba</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jul 2007 03:22:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Supertrix</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De onde vem o misterioso sinal @, a que os portugueses chamam «arroba», os norte-americanos e ingleses «at», os italianos «chiocciola» (caracol) e os franceses «arobase»? Porque razão foi ele escolhido para os endereços de correio electrónico? Na verdade, não conhecemos ao certo a origem deste misterioso símbolo. Nem estávamos preocupados com o problema, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop --><p>De onde vem o misterioso sinal @, a que os portugueses chamam «arroba», os norte-americanos e ingleses «at», os italianos «chiocciola» (caracol) e os franceses «arobase»? Porque razão foi ele escolhido para os endereços de correio electrónico? Na verdade, não conhecemos ao certo a origem deste misterioso símbolo. Nem estávamos preocupados com o problema, até que ele começou a entrar no nosso dia-a-dia e foi preciso arranjar-lhe uma designação. <span id="more-63"></span></p>
<p>A princípio, os portugueses chamavam-lhe «caracol», «macaco» ou outro nome claramente inventado. Depois, houve quem reparasse que a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira dizia tratar-se do símbolo de arroba, pelo que esse nome pegou.</p>
<p>Que terá a arroba a ver com esse sinal? Não se sabe ao certo, mas há pouco mais de um ano, o investigador italiano Giorgio Stabile descobriu um documento veneziano datado de 1536 onde esse símbolo aparecia. Estava aí a representar ânforas, utilizadas como unidades de peso e volume. Posteriormente, num vocabulário Latim-Espanhol de 1492, Stabile encontrou o termo «arroba» como tradução castelhana do latim «amphora». A ânfora e a arroba, concluiu o investigador italiano, estariam na origem da estranha letra retorcida.</p>
<p>O encadeamento dos factos é fascinante, mas há pontos obscuros. A palavra «arroba» não tem qualquer relação com «ânfora», pois vem do árabe «ar-ruba&#8217;a», designando «um quarto» ou «a quarta parte», como se aprende no Dicionário Etimológico de José Pedro Machado. Trata-se de uma unidade de peso que equivale a 14,788 quilogramas e que habitualmente se arredonda para 15kg. Podia ser que uma ânfora cheia de vinho tivesse esse peso, mas a semelhança fica por aí.</p>
<p>No século XVII o mesmo símbolo reapareceu, mas com outro significado. Utilizava-se para abreviar a preposição latina «ad», que significa «para», «em», «a», e que se usava para introduzir os destinatários das missivas. Condensava-se o «a» e o «d», num único carácter. É a chamada ligatura. O dicionário brasileiro Aurélio diz que ligatura é a «reunião, num só tipo, de duas ou mais letras ligadas entre si, por constituírem encontro frequente numa língua». Nesse mesmo dicionário da língua portuguesa confirma-se o símbolo @ como abreviatura de arroba.</p>
<p>O misterioso @ continuou a ser utilizado até ao século XIX, altura em que aparecia nos documentos comerciais. Em inglês lia-se e lê-se «at», significando «em» ou «a». Quem percorra as bancas de fruta ou os mercados de rua norte-americanos vê-o frequentemente. Os vendedores escreviam e continuam a escrever «@ $2» para significar que as azeitonas se vendem a dois dólares (cada libra, subentenda-se). Para eles não se trata de nenhuma moda: sempre viram aquele símbolo como a contracção das letras de «at».</p>
<p>Na máquina de escrever Underwood de 1885 já aparecia o @, que sobreviveu nos países anglo-saxónicos durante todo o século XX. O mesmo não se passou nos outros países. No teclado português HCESAR, por exemplo, que foi aprovado pelo Decreto-lei 27:868 de 1937, não existe lugar para o @. Por isso, quando o símbolo reapareceu nos computadores, ele tinha já um lugar cativo nos teclados norte-americanos, por ser aí de uso frequente. Nos nosso teclados só foi acrescentado nos anos 80 e encavalitado noutra tecla: é preciso pressionar simultaneamente Ctrl+Alt+2 ou AltGr+2 para o fazer aparecer.</p>
<p>Quando o correio electrónico foi inventado, o engenheiro Ray Tomlinson, o primeiro a enviar uma mensagem entre utilizadores de computadores diferentes, precisou de encontrar um símbolo que separasse o nome do utilizador do da máquina em que este tinha a sua caixa de correio. Não queria utilizar uma letra que pudesse fazer parte de um nome próprio, pois isso seria muito confuso. Conforme explicou posteriormente, «hesitei apenas durante uns 30 ou 40 segundos&#8230; o sinal @ fazia todo o sentido». Estava-se em 1971 e esses 30 ou 40 segundos fizeram história, mas criaram um problema para os países não anglo-saxónicos. Não foi só nos teclados, foi também na língua.</p>
<p>Em inglês, <a href="mailto:«charles@aol.us">«charles@aol.us</a>» entende-se como «Charles em aol.us», ou seja, o utilizador Charles que tem uma conta no fornecedor AOL, situado nos Estados Unidos. Mas em português não soa bem ler <a href="mailto:«fulano@servidor.pt">«fulano@servidor.pt</a>» dizendo fulano-arroba-servidor.pt. Nem tem muito sentido. Mas qual será a alternativa? Uma solução seria seguir o inglês e dizer «at». Outra ainda seria dizer «a-comercial», como nos princípios do século XX se chamava a esse símbolo no nosso país. Talvez o melhor fosse utilizar «em». Mas haverá soluções mais imaginativas. Quem quiser gastar o seu latim pode proclamar «ad», rivalizando em erudição com o mais sábio dos literatos. Ou surpreender toda a gente, anunciando uma «amphora» no seu endereço.</p>
<p><em>Por </em><a href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/ciencia/e35.html#intro" target="_blank"><em>Nuno Crato</em></a></p>
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