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	<title>Curiosidades no Você Sabia &#187; smart grid</title>
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		<title>Smart Grid &#8211; Sua Casa Produzindo Energia&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 12:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Supertrix</dc:creator>
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<h4>“Estradas e pontes são as primeiras coisas que as pessoas pensam quando alguém fala sobre infra-estrutura”,</h4>
<h5>Nota Alex Tabarrok, economista e blogueiro.</h5>
<p><strong>“É uma pena porque nós já gastamos (nos Estados Unidos) mais de 100 bilhões de dólares em infra-estrutura de transporte (&#8230;). Seria mais valioso aumentar o investimento em redes de eletricidade, nos chamados smart grids (redes inteligentes)”</strong>, completa.</p>
<p>Essas<strong> redes</strong> envolveriam qualidades capazes de aceitar a transição da matriz energética para fontes renováveis, unindo tecnologias como uso de supercondutividade, <strong>preços flexíveis</strong> e arquitetura <strong>plug-n-play </strong>(plugue e use). O início da construção dessa nova rede faz parte do pacote de estímulo econômico de <strong>Barack Obama</strong>. Embora pouco notado, é um dos seus pontos altos e uma prova de que a escolha de <strong>Steven Chu</strong>,<strong> prêmio Nobel de física</strong> e defensor do sistema, para Ministro de Energia, foi uma das melhores escolhas do novo presidente.<span id="more-1472"></span></p>
<p>A <strong>smart grid</strong> (rede inteligente) tem muitas vantagens sobre a <strong>dumb grid</strong> (rede burra). Por exemplo, lida melhor com as variações do <strong>preço da energia</strong>. Embora o consumidor esteja acostumado a pagar um preço fixo pela eletricidade que consome, o custo da mesma pode variar por um fator de <strong>10 vezes dentro do mesmo dia</strong>. Em outras palavras, o custo da energia muda o tempo todo, mas o consumidor não sabe nem reage a essa mudança. Na <strong>super grid</strong>, o <strong>preço final </strong>variará também, criando o incentivo para economizar na hora de pico de preço e para vender o excesso disponível em<strong> momentos de pouca demanda</strong>. Também facilitará a criação de eletrodomésticos e sistemas de<strong> calefação/ar-condicionado</strong> informatizados, que saberão tirar vantagem das <strong>oscilações de preço.</strong></p>
<p>A eficiência na transmissão de eletricidade pelos novos<strong> cabos</strong> será muito superior, pois serão<strong> supercondutivos.</strong> Como resultado, poderão levar, com <strong>pouca perda</strong>, energia a <strong>áreas distantes</strong>. Para os Estados Unidos, isso facilitará trazer, com custo baixo, energias <strong>eólica e solar</strong> produzidas nos <strong>desertos do oeste americano</strong>, como na <strong>Califórnia e em Nevada</strong>, para abastecer a<strong> Costa Leste.</strong></p>
<p>Na <strong>Califórnia</strong>, já está instalada a <strong>Ausra</strong>, empresa que oferece uma tecnologia para resolver um problema antigo: <strong>armazenar energia solar</strong>. Para isso, usa espelhos que aquecem água em<strong> containeres </strong>para, em seguida, mover <strong>turbinas a vapor</strong>.  Seu criador, <strong>David Mills,</strong> promete que, com uso de <strong>10% do deserto de Nevada</strong>, será possível gerar <strong>90% da energia consumida no país.</strong> Se estiver certo, a revolução está chegando.  E rápido.  Enquanto isso, analistas dizem que há <strong>50 bilhões </strong>de dólares em capital pronto para ser investido em projetos de energia solar no<strong> deserto de Nevada.</strong></p>
<p>Na <strong>Europa</strong>, existem<strong> idéias similares</strong>, como trazer energia geotérmica da Islândia, eólica de <strong>“fazendas de vento” </strong>no Mar do Norte ou energia solar produzida em áreas desérticas do Marrocos.</p>
<p>A<strong> smart grid </strong>ainda oferece outras vantagens.  Quando um nó do sistema sofrer uma pane, ela será capaz de evitar <strong>apagões generalizados,</strong> mudando o caminho por onde circula a energia <strong>(self-heals)</strong>.  Será <strong>plug-n-play</strong>.  Ou seja, ao invés da dependência de grandes usinas de energia que abastecem a rede toda, poderá, ao longo do caminho, usar <strong>pequenas usinas</strong>, abrindo mais espaço para energi<strong>a eólica, solar e hidroelétrica</strong>. Essa flexibilidade facilitará também o uso variado da energia, como para o abastecimento de <strong>veículos híbridos</strong>, movidos a <strong>gasolina e baterias.</strong></p>
<p>Para quem quiser saber mais, <strong>Alex Tabarrock</strong> reuniu boas informações veiculadas na Internet, como <strong>Smart Grid</strong>: put it to work, publicado pelo <strong>Departamento de Energia dos Estados Unidos</strong>, Modern Grid Strategy, do National Energy Technology Laboratory, e a Smart Grid Newsletter.</p>
<p><strong>Fonte: www.oeco.com.br </strong></p>
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